Volta às aulas

Cá estou às voltas com os pré-requisitos para o mestrado. É muita papelada!

Planejo começar um mestrado ano que vem, em agosto. Não a gosto de Deus, mas no mês de agosto, quando começa o ano escolar do lado de cá. Pode até parecer que tenho tempo de sobra pra me preparar, mas com tantas exigências, tenho de correr!

Na ASU (Arizona State University), não tem exatamente o curso cujo tema eu gostaria de explorar, mas tem outras opções interessantes. O bacana agora, além da burocracia, vai ser decidir qual curso eu vou escolher!

A esperteza brasileira

Povo esperto os brasileiros. Gastam tubos no mais caro parque de diversão do mundo para ficar horas em filas sem fim e gastar sola de tênis de um lado para o outro feito barata tonta.
Suponho que sejam tratados como os Reis, com toda pompa e majestade. Na terra da fantasia, onde a hipocrisia reina, não poderia ser diferente, chapeu de pateta é o que não falta.
Segundo dados americanos, os turistas que mais gastam dinheiro com compras nos Estados Unidos, os espertos, sequer percebem quando estão sendo maltratados ou feitos de palhaço.
Entra mês e sai ano, os espertos continuam vindo feito manada em disparada. Vão para o abate e acham que estão se dando bem, os espertos!

Inglês pra cá e Português pra lá

Peguei hoje o meu primeiro trabalho de parto. Explico. Faço interpretação Inglês-Português para hospitais. A brasileira estava tendo contrações e não falava Inglês, a médica, da sala de parto, chama uma intérprete. Por telefone.

O serviço de interpretação por telefone é interessante. Do outro lado da linha tem duas pessoas, uma em frente a outra, usando um telefone com dois fones, e as duas falam comigo. Eu, no meio, do lado de cá da linha, escuto em Português e repito em Inglês e vice-versa. Sim, às vezes fico enlouquecida e acabo falando em Inglês com brasileiros e Português com americanos.

Mas, hoje, em meio aos gritos de dor das contrações, me concentrei muito interessada e não falei Inglês com a brasileira que pedia uma peridural “peloamordedeus” durante o trabalho de parto. O meu primeiro!

Quarto verão

Não fosse pela ausência de mais de um ano, diria que foi ontem o meu último post no blog.

Não que nada tenha acontecido. Talvez só não na volocidade e importância necessária para ocupar espaço público. Talvez eu simplesmente não tenha tido nada para falar.

Percebo, com o passar dos anos, que minha opinião tem nenhuma importância. Aliás, que pouco me importa isso ou aquilo. Me tornei uma velha chata entediada com a banalidade da seriedade do cotidiano.

De repente, resolver os problemas do mundo numa mesa de bar me parece muito sem graça.  Na mesa do bar mais me importa discutir  a próxima rodada!

Mas cá estou. Do lado de cá e de volta a este espaço esquecido, largado e negligenciado. Viciada em uma cerveja que supostamente só tem 64 calorias, sigo sobrevivendo ao verão “de lascar” do deserto do Arizona. O quarto. Que venha o outono!

 

Cinto de segurança

Só outro dia percebi o cinto de segurança para crianças no carrinho do supermercado. Me pegou de surpresa e pensei logo nas crianças.

Não nas minhas, claro! Essas já estão prontas pra ter as próprias crianças.

A minha mais nova, aliás, está é a procura de um carro, com cinto de segurança e tudo, mas que a leve além dos corredores do supermercado.

Comprar carro usado não é mole não. Principalmente se a verba é curta.

Mas o mais complicado está sendo convencer a mocinha aqui de comprar um carro seguro, com cinto de segurança e pouca kilometragem.

A Rotting Bride

Estrelando Taissa Zveiter

Minha filha, Taissa Menna Barreto Zveiter

Censo 2010

Sem analisar os motivos, me impressiona como o governo americano se comunica com a população em vários idiomas. Morando aqui no Arizona, um dos estados americanos com grande número de hispânicos, o Espanhol está estampado em tudo, sinais de trânsito, cédulas eleitorais, escolas, prédios públicos e privados, placas em cinemas e restaurantes.

Agora, com o Censo 2010 batendo às nossas portas, são tantos idiomas que nem contei o total. Pode-se ler no site do censo do governo americano também em Português.

O curioso é que além de usar todos os idiomas possíveis pra se comunicar com a população, o governo tem ainda de provar que as informações fornecidas são sigilosas. É que muitos não confiam no governo. Têm medo de fornecer qualquer informação, não entendem para qual fim o governo precisa delas e assim por diante.  Curioso. No Brasil não me lembro de ter essa preocupação quando respondemos o censo. Ou talvez eu nunca tenha prestado atencão.

Tem também a preocupação por parte dos imigrantes ilegais, acham que ao responderem o questionário, estarão se identificando e poderão ser descobertos pelas autoridades da imigração. O que não é verdade.

Do lado de cá o pessoal é desconfiado.  Por isso, o governo americano tem feito um barulho danado divulgando o censo 2010, informando a população e pedindo que retornem o formulário. Ah, é, ninguém literalmente bate à sua porta logo de cara. Primeiro recebemos o formulário pelo Correio. Somente quem não devolver o formulário preenchido receberá uma visita de um funcionário do censo.